Terça-feira, Outubro 20, 2009

ITER - Fusão Nuclear


Hoje vou falar do ITER um projecto de Tokamak (reactor de fusão nuclear com aprisionamento magnético) internacional, que tem como objectivo principal demonstrar a viabilidade técnica e científica da fusão nuclear para gerar energia limpa, renovável e barata.

International Thermonuclear Experimental Reactor - (ITER) é o verdadeiro nome do projecto de reactor experimental, ITER é apenas o seu nome de praxe.

ITER faz parte dos aparelhos de pesquisa fundamental no Reino Unido, nos EUA, na França e na Suíça, e os seus promotores estimam que progressos serão feitos em direcção ao seu objectivo (descrito em cima) nas próximas décadas.

O projecto é uma cooperação internacional envolvendo a China, a União Europeia (representada pela Euratom), a Índia, o Japão, a Coreia do Sul, a Rússia e os Estados Unidos da América (EUA), sob os patrocínios da IAEA (Agência Internacional de Energia Atómica). Já mais recentemente os Estados Unidos da América deixaram o projecto (se calhar já não lhes interessava).

O ITER consiste numa usina (é o mesmo que central, mas mais profissional) de fusão nuclear, que usa o hidrogénio a operar a 100 milhões °C para produzir 500 MW de energia em cerca de 500 segundos (pelo que ouvi dizer), através do processo de fusão nuclear (o que é bastante bom, acreditem). Dessa maneira, em condições laboratoriais, são reproduzidas as reacções de fusão que acontecem no Sol e noutras estrelas, que aparecem como uma das tecnologias do futuro mais desejadas.

Diante dos actuais reactores nucleares baseados na fissão, os reactores termonucleares são absolutamente seguros, pois em caso de uma avaria, como a que ocorreu em Chernobil, a reacção termonuclear é suspensa em milésimos de segundo (em menos de um piscar de olhos). Ao contrário das actuais centrais nucleares, os reactores termonucleares não produzem resíduos radioactivos nocivos e só libertam hélio, um gás inerte e inofensivo.

Estará localizado em Cadarache (França) e deverá ter a sua primeira operação no ano de 2016 (daqui a 7 anos, falta pouco). Há mais de três anos o avanço do projecto ITER estava parado porque os seis países e organizações que o promovem não conseguiam chegar a um acordo sobre o lugar de sua construção. União Europeia, China e Rússia apoiavam a construção do reactor na França, enquanto Estados Unidos, Coréia do Sul e Japão apostavam na cidade japonesa de Rokkasho Mura. Rosatom, a agência russa para a energia atômica, explicou que o país onde será construído o reactor deve assumir 50% das despesas de construção e exploração, enquanto os demais participantes aportam, cada um, 10% do custo do projecto, avaliado em US$ 13 bilhões. Logo, no total a factura fica em 130 bilhões de dólares americanos (uns trocos, na actual crise).

Deixo-vos agora um vídeo sobre o ITER:



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